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Archive for the ‘Amazing Spider-Man’ Category

Amazing Spider-man #601

Red-headed stranger: No place like home

capítulo anterior

A capa e as primeiras páginas deste número revelam desde logo a surpresa do número 600, o regresso de Mary Jane Watson!

A capa é particularmente boa, tem a MJ no centro a beber café/chá quente, com umas revistas de moda, o comando de televisão, e o jornal DB, enquanto se vislumbra, pela janela, o Homem-Aranha balançando-se entre prédios. Esta imagem não revela muito mas sintetiza, de facto, muito do que acontece neste capítulo da história.

Na capa é também prometida uma história bónus (a back-up story) da autoria de Bendis e Quesada… um bom incentivo para por as mãos neste número da revista.

A página de recapitulação estabelece qual o status actual da relação entre MJ e PP. É esclarecido que MJ é a mulher com quem PP ia casar. O que faz algum sentido! Pois a premissa que deu origem à fase Brand New Day foi o acordo feito por MJ com Mephisto para reverter o casamento entre ela e PP. Logo o que foi revertido foi o casamento, nada mais! Donde a existência de uma história entre os dois, anterior ao casamento é plausível.

A história começa às 8 da manhã do dia a seguir ao casamento da Tia May. JJ Jameson Jr acusa o HÁ de, em conjunto com o Dr. Octopus, ter tentado destruir a cidade.
JJ Jameson Jr acusa o HA de, em conjunto com o Dr. Octopus, ter tentado destruir a cidade.

Peter Parker acorda com uma inaudita ressaca. Tenta recordar os eventos do dia anterior… a dificuldade em se aproximar e falar com MJ.

Peter vira-se e descobre que está na cama com Michele. Esta não gosta nada do facto de ele nem se lembrar do que fizeram e opta por lhe ordenar que saia da casa dela!

Peter faz-se à estrada e vai-se lembrando da conversa que teve com MJ, embora tenha dificuldades em se lembrar de alguns detalhes. Ao chegar a casa da tia May, onde procurava um lugar para ficar agora que está sem abrigo, descobre que esta está ocupada por familiares do seu novo marido. E definitivamente não pode ficar por ali.

Por mais que tente PP não consegue lembrar a conversa que teve com MJ. Tem quase a certeza que combinaram algo, mas não se lembra o quê. Como desde o desde a noite anterior não sabe do seu telemóvel Peter procura o seu amigo Harry Osborn, para tentar obter o número de MJ, mas descobre que este aparentemente sofreu as nefastas consequências da actual crise económica.

Ao passar pelo DB, tentando resolver alguns dos seus problemas, surge uma emergência no empire state building. E lá vai o Aranha salvar o dia! Finalmente lembra-se que marcou encontro com MJ na grande estação central, às 8 horas. Consegue lá chegar à 19:55, mas até às 9:15 nada de MJ…

MJ acorda às 21:20, não querendo acreditar no número de horas que dormiu… Lembra-se do encontro marcado mas está irremediavelmente atrasada. Liga a TV e ouve as notícias que falam no acidente e da intervenção do Há, donde conclui que PP esteve ocupado! (Existindo aqui mais uma pista importante sobre aspectos da relação entre os dois que persistem nesta fase Brand New Day.)

Em desespero Peter volta para casa de Michele…

A aventura continua nos próximos capítulos!

A seguir surge uma história de seis páginas entitulada “The best version of my self”.

A história é basicamente uma ret-con de Jessica Jones [que eu aprendi a conhecer como ALIAS há alguns já largos anos atrás], actual companheira de Luke Cage, que a coloca ainda muito jovem numa aventura inicial do aranha, onde este lhe terá servido de inspiração para a sua vida futura!

O estilo da história é um pouco das histórias de Bendis… pequenos planos que não mudam muito e se repetem bastante, muito palavreado e o ataque com uma ideia fulcral. Aqui Jessica com a filha ao colo (a filha de Luke) e Peter conversam sobre o seu primeiro encontro.

A ideia:

You want your kid to see the best part of you?

Don’t tell her…

Show her.

Depois vê-se o aranha juntar-se aos vingadores (os actualmente fora-da-lei paradoxalmente os bons da fita!)e ao que parece esta história continua na revista “New Avengers”.

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Número especial de uma revista que atinge os 45 anos. Esta revista passou há uns tempos a ser editada três vezes por mês, a última vez que li um dos seus capítulos foi na fase “Brand New Day”, ai por volta dos número 540-550, nessa altura o universo do Aranha foi virado do avesso quando o casamento com MJ foi revertido passando a nunca ter existido bem como tudo o que a ele estava associado. E bem, se muita coisa tinha mudado nessa altura ao ler este capítulo fiquei a perceber que entretanto muito mais coisas mudaram.

Ora que história se pode arranjar para uma edição comemorativa com esta? Se me dissessem antemão que uma história com o Dr. Octopus asseguraria a coisa eu torcer-lhe-ia o nariz. Mas, por espantoso que pareça é mesmo na essência uma história do Otto Octavius que está na base deste capítulo do aracnídeo.
Diga-se desde já que a revista tem um conjunto de 7 histórias, mais um conjunto de capas da revista que nunca verão a luz do dia, em regras bastante humoradas para esta edição festiva.


História principal

Cruzam-se na história principal duas ideias base: o estado de saúde do Dr. Octavius que o próprio descobre ser terminal o que o impulsiona para fazer algo que faça com que a sua marca fique bem impressa antes que tudo termine; o casamento da tia May com Jay Jameson Sr. pai do famoso J. Jonah Jameson actual mayor da NY do Universo do aranha.

Existem participações famosas na historia q.b. Aparece o Daredevil, o Quarteto Fantástico e os Vingadores (enfim, os vingadores originais que são correntemente fora-da-lei).
E existem participações de “gente” quase anónima, pelo menos para mim. É o caso de Carlie Cooper, uma polícia a la CSI; Norah Winters, repórter que trabalha com PP no novo Jornal; e aparece a Michele Gonzales, a (mui platónica) companheira de quarto de Peter que acaba por o acompanhar ao casamento da tia May.
Existem pormenores clássicos como o PP a usar transportes públicos à civil, e empoleirado em taxis enquanto aranha, para poupar fluidos porque as finanças não dão para muito mais.
Existem pormenores novos interessantes, como são ocaso do Dr. Octopus por a cidade inteira de NY a tentar caçar o aranha; e um toque espiritual com a tia May a pedir ao falecido tio Ben um sinal de que está a fazer as coisas bem; um ângulo político com JJ Jameson Jr. presidente da câmara da cidade a ter de tratar da cidade e do casamento do seu pai.
Está também presente o humor aracnídeo habitual em particular no momento em que o Aranha se encontra com os Vingadores, em que se esboçam contrastes entre se ele pertence ao grupo ou não, embora na situação concreta o melhor é ele se afastar pois tem a cidade toda, literalmente, à perna; mas ainda há tempo para umas piadas sobre o status quo dos Vingadores – “há por aí outra equipa de heróis que também dizem que são os verdadeiros Vingadores”, diz o Aranha!
No final, quem é que apanha o ramo de casamento da tia May? É uma surpresa… que resulta bastante bem porque ao longo da história existem várias nuances sobre os acompanhantes a cujos convites de casamento fazem referência. E os amigos da tia May também receberam convites, certo?

A capa da revista de duas folhas é boa (primeira imagem deste post), a imagem do aranha não acrescenta nada de novo, mas a perspectiva da cidade, algo escura, acima do homem-aranha traduz algo do que se encontra na história. Definitivamente gostei da capa!

O desenho de John Romita Jr. deixa-me sempre algo divido, não é daquelas que gosto mais mas não envergonha ninguém em lado nenhum.

Capas que nunca serão vistas
1) “The SHAME of the Spider-son” – Luke cage (imagem clássica) e HA conversam enquanto vêem os respectivos filhos em acção, com o Spider-Son parece algo “na lama”.
2) “Special double-wedding issue!” – could one of the brides or grooms be a clone? (or Bucky) – by Brubaker & McKone
3) By Fraction & McKone – Algo sobre o FBI e o HÁ, não percebi e não gostei.
4) “The Amazing Spider-man and BATMAN Cease and Desist”the team-up you demanded by the guys who can never do it – by Bendis and Janson. Obviamente o herói da concorrência tem por cima uma carta dos advogados da Marvel a dizer “nem pensem em publicar isto!”

As outras histórias

2ª História


Identity crisis – escrita pelo próprio Stan Lee. É uma história de 12 páginas cuja ideia que lhe serve de base é simples e eficaz: O HA vai ai psiquiatra (Dr. Gray Madder [estão a ver!]) expõem os seus problemas de identidade e de vida; e, a certa altura o psiquiatra abandona a consulta e vai ele a um colega psiquiatra!
Os elementos escolhidos para a exposição dos problemas do HA parecem um pouco aleatórios, escolhidos para chocar e nada mais. Esta escolha de estratégia faz com que a boa ideia, no final, pareça menos brilhante executada. Mas passa!

O desenho de Marcus Martin é eficiente.

3ª História

My Brother’s son – escrita por Mark Weid. 5 páginas sobre a relação do tio Ben com o pequeno PP.
A arte de Colleen Doran é bastante alternativa… mas conta a história de forma compreensível.

4ª História

If I was the Spider-Man… – escrita por Gale Writer e desenhada por Marioi Alberti. É mais uma história de 5 páginas onde crianças que brincam num jardim falam do que fariam ou não fariam se fossem o HA com o próprio PP a observar e a escutar a conversa.
Concluem os miúdos: “o HA é cool, mas serem o HA não é nada cool!”… a opinião de PP é fácil de imaginar qual é!
Nesta história a parte “real” no jardim é apresentada em tons de cinzento e o que as crianças vão dizendo e imaginando é colorido. Esta abordagem resultou bem e tem um bom sentir artístico apesar de algumas limitações no estilo do desenho.

5ª História

The Blessing – escrita por Marc Guggenhein.
Outra história de cinco páginas. Desta feita com a tia May junto à campa do tio Ben a falar do seu novo casamento e das suas dúvidas. a história termina com a citação de Shakespeare “Love comforteth like sunshine after rain”, que claramente inspirou esta pequena história.
Em termos da temática aqui tratada, esta já tinha sido abordada na história principal e não sei se não terá aí sido melhor abordada do que aqui, lá foi certamente mais subtil, aqui acaba por ser um pouco forçado.
Não gostei particularmente do desenho, mas é tudo bastante perceptível.

6ª História

Fight at the museum – escrita por Zed Wells. História em três páginas com desenhos agradáveis de Derec Donovan.
Peter e Norah (ver desccrição da história principal) estão no museu, uns miúdos começam a fazer gozar com o “spider-mobile”. A própria Norah questiona-se como é que o próprio HA pode alguma vez ter achado aquele carro simpático! Mas há uma mãe que não está pelos ajustes com o filho que goza com o HA que um dia salvou o seu pai…
Segundo a dedicatória no final da história, o Spider-Mobile parece mesmo ter existido entre os números 130 e 160 da revista.

7ª História

Violent visions – ainda mais uma história de cinco páginas, desta feita centrada na Madame Web. A arte tem algo de negro e algo estridente, foi-me difícil seguir a história.
Do que percebi a MW consegue ver o futuro daqueles que se relacionam com as teias (as teias do destino), Mas entram em cena uma dupla, mãe e filha, das quais aquela não consegue vislumbrar os seus futuros. Supostamente a história continua nos próximos números.

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