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Archive for Agosto, 2009

Princípio

Jaquina arrastava-se um pouco, movia-se com dificuldade, mas naquela tarde nada a faria mudar o rumo, nem as artroses, nem a inércia que se apoderava dela todos os dias, nem o sol abrasador que se impunha no zénite. Cada movimento era um misto de dor e de prazer, custavam o tamanho do mundo no entanto não tinha forças para mais nada…

A casa dos súbditos do senhor é um campo aberto, tem muros mas não tem tecto, tem a porta aberta e todos podem entrar, as câmaras do repouso são geridas de forma justa, mas reina nelas a justiça de forma suprema…

O filho, a mãe e o marido, estavam todos ali comungando o jus da vida.

Aproximou-se do filho, pé ante pé, por entre os estreitos corredores, finalmente abeirou-se dele, olhou-o, limpou-lhe o rosto e beijou-o repetidamente e foi chorando pesadamente, com dois rios a sulcar-lhe o rosto. – A mãe ama-te muito querido filho! – Disse ela por fim.

Um longo silêncio abeirou-se e ficou entre eles.

– A mãe nunca te esquece filho! Agora vou ver o paizinho.

Jaquina ergueu-se lentamente, com dificuldade, e necessitou de algum apoio para seguir pelo corredor estreito. Com paciência dobrou a esquina e desceu um pouco… de súbito parou e virou-se para a direita…

– Mãezinha!… – gritou ela suavemente. Deu dois passou curvou-se pouco a pouco e deu-lhe dois beijinhos.

– Faz-me tanta falta mãezinha. – virou-se um pouco e sentou-se.

– Faz-me tanta falta! Vossemecê nem imagina. – voltou a dizer.

– Vá! Tenho de ir. Vou ali mais a baixo falar com o Zé. – Virou-se um pouco, apoiou-se nas suas mãos e disferiu mais beijinhos. – Até logo mãezinha!

O sol brilhava cada vez mais, a luz era imensa e o calor apertava. Os movimentos dolorosos eram crescentemente mais difíceis. Jaquina não sentia dor, nem se queixava de nada. A filha amparava-a com a mão, não dizia nada, tentava não sentir o quer que fosse mas os olhos estavam túmidos… não fazia mal, só a mãe é que podia dar conta, mas não era hoje, não era agora, nunca seria ali.

Jaquina deu uma sacudidela tão rápida quanto é possível a uma pessoa da sua idade, dobrou-se sobre a fotografia e deu muitos beijinhos quase silenciosos.

– Zé, meu amor! – murmurou. Depois encostou a cabeça e assim ficou…

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Está nas bancas este número fora-de-série da revista Science et Vie à qual vale a pena dar uma vista de olhos!
No essencial o que podemos ver são 44 imagens de de duas folhas (pouco mais que um formato A3), fotografias do universo desde o infinitamente grande (10^26 – 10 mil milhões de anos luz) até ao infinitamente pequeno (10^[-17] – dez attometros).
Estas imagens podem ser seguidas na animação na página desta publicação. onde se ganha em perceber os diferentes focos que se vão fazendo: a via láctea, a terra, a França, Paris, pele, moléculas, átomo, etc. A animação permite ver o essencial… a revista vale a pena pela grandeza das imagens e a qualidade da impressão.
É importante ter em mente que algumas imagens ainda estão fora do nosso alcance de observação e são ainda apenas interpretações artísticas de conhecimento teórico que possuímos actualmente. De qualquer maneira é uma abordagem interessante! Talvez não seja particularmente original, mas é bem executada e uma boa actualização do conhecimento corrente.
Espreitem! Vejam se gostam como eu gostei.

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Ms. Marvel #34
À primeira é uma simples história da Carol Denvers, que desde a Invasão Skrull tem evitado usar os seus poderes de Ms. Marvel, em que o homem-Aranha faz uma aparição mais ou menos involuntária.
Esta história relaciona-se com a revista MS. Marvel Annual #1 que não li!
Daquilo que consegui perceber, Carol Denvers conseguiu recuperar uma cabeça de um robot/andróide que sabe ter informação relevante. Este capítulo começa com ela a ter ajuda para retirar a memória dessa cabeça e prossegue com ela a dirigir-se debaixo de fogo para um barco onde está (descobrimos a certa altura) uma entidade chamada Essential que tem um qualquer dom de coligir informação sobre o que quer que seja. É claro que o aranha aparece para evitar barulho no bairro onde mora a tia, mas acaba por ter um papel essencial para os objectivos da Ms. Marvel.

Tirada bem humorada do Aranha
HOMEM-ARANHA:
Am I the Amazing Spider-Taxi?

Momento interessante
MS. MARVEL
This is eighty teraflops of holographic storage. Is this enough?

Outro Momento
ESSENTIAL
Norman Osborn sees you as a threat.
He will destroy you.
MS. MARVEL
Not if I destroy him first.
ESSENTIAL
I will be watching with great interest.

Ainda ou momento, novamento com o Aranha
SPIDER-MAN
I am so gullible. I do anything I am asked!
Why?
Because she’s a Blonde?
Nah, that can’t be…
Because she looks good in those boots she wears?

A verdade é que CD pede ao HA para entregar o saco que contém informação que lhe foi dada por Essential dentro de duas semanas, num cacifo específico na grande central. O HA um pouco passado dos carretos diz-lhe que se fizer tal coisa quer um encontro com ela.
Queres o Quê?! – responde Carol.
Mas a verdade é que não leva um não.
Obviamente que o aranha não se contém e pergunta:
“Porque é que aceitas falar sobre um encontro entre nós?”
“Porque confio em ti.” responde ela. Mas como é lógico não é a única razão.

Esta história surge já sobre a bandeira “Dark Reign”, mas para já não é óbvio porquê. Pelo menos para mim.
Parece haver um problema do enquadramento temporal da história. Na primeira leitura escapou-me completamente o que se passava na primeira página. Acontece que quando se vira para a segunda página esta diz “36 horas antes”, mas no final percebe-se que que a primeira página ocorre quando a MS. Marvel recolhe a encomenda do Homem-Aranha que tinha pedido para ser entregue dentro de duas semanas! E a segunda página é antes do encontro com o aranha. Como é só passam 36 horas. Enfim não é completamente inverosímil, mas então não era necessário lançar a confusão a pedir a entrega dali a duas semanas.

MS. Marvel #35
A história neste capítulo começa com um flashback vários anos atrás onde se vê a Ms. Marvel e o Capitão Marvel a entre ajudarem-se para salvar a aterragem de um vai-e-vem espacial. Carol diz que a população olha para ele como algo… especial.
Na actualidade, elementos da igreja de HALA da Carolina do norte reagem à aparição dos novos vingadores (a versão Dark de Norman Osborn), afirmando que o Capitão Marvel não é o verdadeiro, Não é aquele em que acreditam.
Carol está com o seu colega também ex-agente, Michael Rossi, e com o seu antigo adversário, Rick Mason.
Carol recebe uma nova identidade civil “Catherine Donovan”.
Mason tenta perceber os dados fornecidos por Essential (aqueles que o HA ajudou a recuperar), mas estes não são automáticamente compreensíveis.
Michael resume que sabem que o Norman Osborn tropeçou em algo chamado Ascension e que a deu a Ghazi Rashid para atacar “Catherine” depois de esta se ter recusado a juntar-se aos vingadores (negros).
Surgem nos monitores notícias de um massacre, algo relacionado com a igreja de HALA.
Carol vai para o local, porque reconheceu o novo (negro) Capitão Marvel entre as pessoas que surgem nas imagens.
Depois de ver o local dos acontecimentos Carol encontra-se com o novo Capitão Marvel.

CAPITÃO MARVEL
I am Noh-Varr of the Kree.
I know what Mar-Vell meant to…

Carol Denvers não secontrola e ataca-o.
MS. MARVEL/CAROL DENVERS
SHUT UP!
You don’t say his name!
YOU NEVER SAY HIS NAME!

Noh-Varr explica a CD a sua relação com Mar-Velle parte avisando para ela se lembrar daquele encontro. Desta vez ela atacou-o duas vezes e ele nenhuma. Da próxima vez será diferente.

De volta Junto do amigos, Mason afirma saber onde o Ascension foi encontrado e como foi passado a Ghazi Rashid.

A cena seguinte para Ghazi que conversa com um seu conhecido Asif. Este refere que aquele está desesperado para obter vantagem para se vingar de uma super-poderosa americana só porque ela lhe deixou uma cicatriz no Pescoço.

GHAZI RASHID
I have no injuries, Asif.
I am perfect in body and soul.
I am perfect.

e prova-o!

Ms. Marvel #36
The Death of Ms. Marvel part 2 of 3 – é mesmo assim! Não sei, para já, onde é que aconteceu a parte 1.

A história abre em flasheback com Carol Denvers a recordar um momento em Paris e o facto de ter amado Rossi, mas apesar de saber que isso aconteceu não retém nenhuma emoção ligada a esse evento. Tal deve-se ao seu passado com Rogue, altura em que esta se tornou na Ms. Marvel.
Ainda em flashback, Mas num tempo mais recente, remontando apenas a 6 meses atrás aquando da invasão Skrull, MSM conta-nos o que lhe aconteceu:
• Os Skrull mataram o seu namorado;
• Invadiram o seu planeta;
• Destruíram a sua cidade;
e ela matou muitos deles, lutou duramente, mais duro do que algumas vez tinha lutado e ganhou… ou pensava ela que tinha ganho, mas ardia tanto por dentro, as mãos tremiam, todo o corpo lhe doía galopantemente, era a entidade alienígena Cru com que tinha partilhado o corpo durante algum tempo que partia do seu corpo.
Carol continuou a lutar mas com dores extenuantes quando usava os poderes de MSM. A certa altura voltou a encontrar Rossi que marcou um encontro numa mensagem que mencionava Ghazi Rashid e o Ascension.

Novo Flashback que nos mostra as relações entre Norman Osborn e Ghazi e as motivações daquele e a forma como usou o Ascension. Obviamente as razões prendem-se com a MSM.

Denver, Rossi e Mason partem para Hong Kong numa tentativa para antecipar os movimentos de Ghazi.
Quando localizado Ghazi, Carol tenta imprudentemente derrotá-lo desconhecendo as capacidades actuais.
RASHID faz uma revelação sobre Rossi que surpreende Carol. E Claro as coisas estãomal paradas para o lado de Carol Denvers AKA MSM (Ms. Marvel).

Ms. Marvel #37
Dark Reign (yellow)
[atenção se segue esta revista este resumo contém informações relevantes sobre a história que podem estragar-lhe o prazer da leitura!]
Ainda não mencionei as páginas de recapitulação do que se passou anteriormente são correntemente, nesta revista, feitas na forma de cartas dos serviços de informação da força aérea americana para o Director Norman Osborn dando conta das informações disponíveis sobre CD/MSM. é um artifício bastante bem executado! Esta sétima carta para o Director Osborn não é excepção.

O título deste capítulo é “The death of Ms. Marvel” – Conclusion.

Bom… as coisas estavam mal paradas… Rossi e Mason ouvem Ghazi Rashid repetir o segredo de Rossi. Rossi não compreende porque é divulgada informação de forma tão prematura. Mason percebe que algo esta errado!
Inicia-se uma dura batalha entre MSM e Ghazi. Carol é levada aos seus limites e de repente todas as recordações e emoções estão de volta. Ghazi – o aeu primeiro inimigo; Rossi – O seu primeiro amante; Mason – a sua primeira missão e o seu primeiro falhanço. A meio da luta MSM fica incandescente e explode nos ares!
Mason desloca-se para o local onde estaria Rossi e tem uma bela surpresa!
Rossi trabalhava de facto para o lado de Norman Osborn e aparentemente reverteu a situação de Ghazi; mas também recebe [isto numa cena à posteriori] uma visitinha surpresa de alguém que tembém negociou umas coisitas com Norman Osborn.

No edifício dos Vingadores, Norman Osborn Informa Karla Sofen que ela é a única MSM.

Ms. Marvel #38
Dark Reign (Red)
“Meet the new boss…”

Imagino que o vermelho de “Dark Reign” na capa da revista tenha um significado específico, que estamos mesmo embrenhados no reinado tenebroso de Norman Osborn. A capa não deixa dúvidas, o “S” que antes fazia parte do uniforme de MSM/CD passou a ser agora à estrela clássica do Capitão Marvel, e o dito “S” passou para o novo logotipo “Ms. Marvel”.
Não há dúvidas (isto na medida em que na banda desenhada há certezas) Carol Denvers já era. Vamos lá então ver o que se passa com Karla Sofen que antes dava pelo nome de Moonstone.

Esta história da Nova “dona” da revista começa com esta a caaçar criminosos e a fazer poses para a câmara. De volta ao QG dos Vingadores é obrigada por Normam Osborn a submeter-se a prova psiquiátrica. A prova gira em torno da morte da mãe d eKarla que esta esconde atrás de pensamentos sobre o Hulk! A prova não termina nada bem para o avaliador. E, Norman Osborn não parece reprovar os resultados. São tempos negros no QG dos Vingadores!

MS. Marvel #39
Dark Reign (Red)

Esta nova história começa algures no deserto da arábia saudita.
Um ser algo alienígena mas com forma humana feminina em tons de rosa aparece a uma fila fe jeeps, fala uma língua estranha. Algumas pessoas parecem perceber que existem dois lotes; um barco; e outro em Atlanta.
Na cena seguinte algo está a cair sobre Atlanta. Um meteoro cai sobre um prédio e MSM tenta minimizar os danos (embora não seja assim tão claro à primeira vista). Mas em qualquer dos casos os entrevistadores concedem os louros da proeza à nova MSM. A meio das muitas perguntas há um jornalista que questiona: “já está preparada para comentar onde para a Carol Denvers?” Karla é apanhada de surpresa: “o que é que disse?” Karla insinua que Carol devia ter qualquer coisa a ver com os Skrulls e foge dali par o QG dos Vingadores.
Aí, Norman Osborn quer perceber toda a história. Porque a tinha enviado a uma célula da A.I.M para oferecer paz e em vez de a obter teve como resultado um estranho ataque sobre Atlanta.
Na verdade o Meteoro tinha sido lançado pela célula AIM sobre Manhattan e Karla foi avisada apenas 5 minutos antes quando lhe estavam a ser mostrados um lote de pequenos seres MODOKs melhorados com os protocolos MODOK e Storyteller que alegadamente podem criar o que quer que seja com a mente.
Estão a imaginar o que aconteceu? …
Na história também temos de imaginar!
O ser algo alienígena descobre o barco com o outro lote de MODOKs melhorados e os seres perguntam:
Quem és tu?
Tu não és quem nós chamámos!
Tu não és a Ms. Marvel!

Afinal a nova Ms. Marvel fez algo ternurento que nós não esperávamos e isso leva-a ao tal barco onde esta o ser alienigena mas de forma humana agora amarelado.

KARLA SOFEN:
No…
You want the babies?
You have to kill me first.

Arte excelente de Sana Takeda!

Ms. Marvel # 40
Dark Reign (red)

A capa deste capítulo promete-nos mais arte de Sana Takeda e aparições na história do Deadpool, do Homem-Aranha e do Wolverine. E na verdade, todos eles aparecem neste capítulo.
A participação de Takeda fica-se por 13 páginas (imagino que ele não tenha o ritmo necessário para a publicação mensal americana). As restantes páginas são divididas por Luke Ross no desenho e Rob Schwager nas cores.
As três primeiras páginas não são de Takeda. Estas parecem efectivamente terem sido deslocadas do meio deste capítulo, conferindo um interlúdio inicial que resulta aqui muito bem. Embora esta cena cronologicamente pareça não fazer sentido tal não pertuba em absolutamente nada a história.
O começo é um gag com Deadpool a ser recrutado à força para trabalhar com a unidade secreta de investigação da AIM, com o recrutamento a ser feito por teletransporte. O objectivo é que deadpool ajude a reaver os MODOKS que estão na posse da organização dirigida por Norman Osborn, a HAMMER.
Entretanto Karla Sofen foi deitada abaixo pela forma de vida aparentemente humana e amarelada que também pode ser alienígena. Reúne as forças da Moonstone e volta à acção.
A forma de vida amarela ataca o QG dos Vingadores onde Karla tinha escondido um lote de MODOKs melhorados (estão a ver a incongruência da cena inicial? os MODOKs Ainda não estão onde Deadpool os vai buscar!). Iron Patriot AKA Norman Osborn, O Capitão Marvel e Venom tentam defender o seu território até terem a ajuda da nova MSM que consegue rechaçar o ataque.
N.O. e alguns companheiros vingadores resolvem por os MODOKs melhorados em lugar seguro: a montanha dos Thunderbolts.
É então para esse local que Deadpool é enviado embora precise de “despachar” 107 agentes HAMMER para cumpri a missão.
É a vez de surgir o Homem-Aranha que é seguido pela tal forma de vida de forma Humana/feminina e verde que lhe desenhauma figura entre os prédios que não é desde logo discernível pelo leitor.
Depois é a vez de Wolverine e Luke Cage serem abordados pela mesma forma de vida desta feita de cor púrpura que lhes desenha o “S” de MSM de Carol Denvers no chão.

MS. Marvel #41
Dark Reign (red)

O novo capítulo apresenta-nos uma capa curiosa. 1) o desenho passa a ser de um tal Ariño, Sergio Ariño que aparentemente é dado a menos detalhes de fundo/cenário mas cujo estilo não difere substancialmente do de Luke Ross no número anterior; 2) Aparecem na capa as duas Ms. Marvel com Karla Sofen com o pé no pescoço de Carol Denvers. What’s going on here?
O capítulo começa com o bem humorado deadpool a fazer o seu trabalho e mesmo a explicar-nos o que são MODOKs -Mental Organisms Designed for Killing.
O Homem-Aranha persegue a tal forma devida, verde, que o leva até… 12 MODOKS melhorados e mais três formas de vida de cores diversas (aparentemente Azul, Amarelo e Laranja[?]).
Em conjunto estas formas de vida revelam ser a MS. MArvel/Carol Denvers.
Karla vê o símbolo verde desenhado num prédio e percebe o que está a acontecer e com a ajuda de N.O. localiza Deadpool e intercepta-o. Como sempre Deadpool tem a sua piada.
Os vingadores (os verdadeiros: Ronin, Wolverine, Spider-Woman, Luke Cage, Spider-Man e Capitão América) juntam-se à força de vida e atacam a unidade secreta de investigação da AIM. Reúnem todos os MODOKs e as formas de vida coloridas o que trás de volta a Ms. Marvel original.

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capa de Wolverine: First Class #16
Wolverine: First Class #16
BEDAZLED
Esta revista tem como foco a aprendizagem da Kitty Pryde, enquanto adolescente, para se tornar uma X-Men (a grande equipa de super-heróis mutantes). Para tal ela tem de sobreviver como membro original da “wolverine: First Class”.
Peter David continua a dar-nos pequenas simples e singelas histórias sobre o Universo X.
Nesta história o foco está sobre a Dazzler que está na iminência de cantar o hino no Super-Bowl. Mas eis que surge uma ameaça pintada na parede, “DIE”, o que em português seria “Morre” ou para dar sequência à piada subjacente talvez desse jeito traduzir por “Parte!”. Mas receio que o gag nunca seja realmente traduzido, veremos quando surgir por aí a versão brasileira!

Na sequência da ameaça o professor X manda Wolverine para tratar da segurança de Dazzler. A felecidade de Kitty é enorme, vai trabalhar com a Dazzler. Quanto ao Wolverine é a de que o “Disco sucks!” – He’s just saying.
Theresa Cassady AKA Siryn está de visita e descobre que Kitty vai trabalhar com a Dazzler e também quer participar, um pouco para desgosto de Kitty. Ora as coisas complicam-se ainda um pouco mais quando uma das coristas de Dazz adoece. É ai que Terri/Siryn tem a sua oportunidade pois a sua vanatagen está obviamente na voz.
Wolverine e Kitty detectam um suspeito no público, Dazzler e Siryn dão uma ajuda do palco. Mas a coisa foge um pouco de controlo e o espectáculo é interrompido… E afinal foi apenas um falso alarme. A veerdadeira ameaça estava noutra tarte, ups… parte! Um pouco mais perto do que se imaginava e Kitty quase que chegou lá. Mas no final tudo acaba bem.
A capa é eficiente e não está completamente fora do que se passa na história.
A arte é demasiado cartoon para o meu gosto mas é eficiente.
A história não tinha grandes pretenções, acho que pretende tão somente entreter, e nesse sentido não falha, entretém…
Creio que existem alguns detalhes de continuidade que se deixarmos passar tornam a leitura mais fácil. O que me chamou à atenção neste aspecto:
1) Para uma Kitty e Siryn tão jovens Wolverine é demasiado Jovem!
2) O uso de um telemóvel na história dá um tom acftual… Mas a história devia ser algo no passado, mas parece ignorar-se isso! Um pouco como se isto fosse um outro universo o passado dos personagens passado, mais ou menos, na actualidade. Tratar-se-á de uma actualização para os jovens leitores actuais, o alvo primordial desta publicação, o que me parece uma estratégia completamente aceitável.
3) Mas então porque contínua Dazzler a cantar Disco? Paara justificar a sua fatiota? Hum, não sei… se fosse caso disso Peter David teria dado a volta à coisa, mas claramente não é essa a sua fasquia nesta Pequena história.

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Número especial de uma revista que atinge os 45 anos. Esta revista passou há uns tempos a ser editada três vezes por mês, a última vez que li um dos seus capítulos foi na fase “Brand New Day”, ai por volta dos número 540-550, nessa altura o universo do Aranha foi virado do avesso quando o casamento com MJ foi revertido passando a nunca ter existido bem como tudo o que a ele estava associado. E bem, se muita coisa tinha mudado nessa altura ao ler este capítulo fiquei a perceber que entretanto muito mais coisas mudaram.

Ora que história se pode arranjar para uma edição comemorativa com esta? Se me dissessem antemão que uma história com o Dr. Octopus asseguraria a coisa eu torcer-lhe-ia o nariz. Mas, por espantoso que pareça é mesmo na essência uma história do Otto Octavius que está na base deste capítulo do aracnídeo.
Diga-se desde já que a revista tem um conjunto de 7 histórias, mais um conjunto de capas da revista que nunca verão a luz do dia, em regras bastante humoradas para esta edição festiva.


História principal

Cruzam-se na história principal duas ideias base: o estado de saúde do Dr. Octavius que o próprio descobre ser terminal o que o impulsiona para fazer algo que faça com que a sua marca fique bem impressa antes que tudo termine; o casamento da tia May com Jay Jameson Sr. pai do famoso J. Jonah Jameson actual mayor da NY do Universo do aranha.

Existem participações famosas na historia q.b. Aparece o Daredevil, o Quarteto Fantástico e os Vingadores (enfim, os vingadores originais que são correntemente fora-da-lei).
E existem participações de “gente” quase anónima, pelo menos para mim. É o caso de Carlie Cooper, uma polícia a la CSI; Norah Winters, repórter que trabalha com PP no novo Jornal; e aparece a Michele Gonzales, a (mui platónica) companheira de quarto de Peter que acaba por o acompanhar ao casamento da tia May.
Existem pormenores clássicos como o PP a usar transportes públicos à civil, e empoleirado em taxis enquanto aranha, para poupar fluidos porque as finanças não dão para muito mais.
Existem pormenores novos interessantes, como são ocaso do Dr. Octopus por a cidade inteira de NY a tentar caçar o aranha; e um toque espiritual com a tia May a pedir ao falecido tio Ben um sinal de que está a fazer as coisas bem; um ângulo político com JJ Jameson Jr. presidente da câmara da cidade a ter de tratar da cidade e do casamento do seu pai.
Está também presente o humor aracnídeo habitual em particular no momento em que o Aranha se encontra com os Vingadores, em que se esboçam contrastes entre se ele pertence ao grupo ou não, embora na situação concreta o melhor é ele se afastar pois tem a cidade toda, literalmente, à perna; mas ainda há tempo para umas piadas sobre o status quo dos Vingadores – “há por aí outra equipa de heróis que também dizem que são os verdadeiros Vingadores”, diz o Aranha!
No final, quem é que apanha o ramo de casamento da tia May? É uma surpresa… que resulta bastante bem porque ao longo da história existem várias nuances sobre os acompanhantes a cujos convites de casamento fazem referência. E os amigos da tia May também receberam convites, certo?

A capa da revista de duas folhas é boa (primeira imagem deste post), a imagem do aranha não acrescenta nada de novo, mas a perspectiva da cidade, algo escura, acima do homem-aranha traduz algo do que se encontra na história. Definitivamente gostei da capa!

O desenho de John Romita Jr. deixa-me sempre algo divido, não é daquelas que gosto mais mas não envergonha ninguém em lado nenhum.

Capas que nunca serão vistas
1) “The SHAME of the Spider-son” – Luke cage (imagem clássica) e HA conversam enquanto vêem os respectivos filhos em acção, com o Spider-Son parece algo “na lama”.
2) “Special double-wedding issue!” – could one of the brides or grooms be a clone? (or Bucky) – by Brubaker & McKone
3) By Fraction & McKone – Algo sobre o FBI e o HÁ, não percebi e não gostei.
4) “The Amazing Spider-man and BATMAN Cease and Desist”the team-up you demanded by the guys who can never do it – by Bendis and Janson. Obviamente o herói da concorrência tem por cima uma carta dos advogados da Marvel a dizer “nem pensem em publicar isto!”

As outras histórias

2ª História


Identity crisis – escrita pelo próprio Stan Lee. É uma história de 12 páginas cuja ideia que lhe serve de base é simples e eficaz: O HA vai ai psiquiatra (Dr. Gray Madder [estão a ver!]) expõem os seus problemas de identidade e de vida; e, a certa altura o psiquiatra abandona a consulta e vai ele a um colega psiquiatra!
Os elementos escolhidos para a exposição dos problemas do HA parecem um pouco aleatórios, escolhidos para chocar e nada mais. Esta escolha de estratégia faz com que a boa ideia, no final, pareça menos brilhante executada. Mas passa!

O desenho de Marcus Martin é eficiente.

3ª História

My Brother’s son – escrita por Mark Weid. 5 páginas sobre a relação do tio Ben com o pequeno PP.
A arte de Colleen Doran é bastante alternativa… mas conta a história de forma compreensível.

4ª História

If I was the Spider-Man… – escrita por Gale Writer e desenhada por Marioi Alberti. É mais uma história de 5 páginas onde crianças que brincam num jardim falam do que fariam ou não fariam se fossem o HA com o próprio PP a observar e a escutar a conversa.
Concluem os miúdos: “o HA é cool, mas serem o HA não é nada cool!”… a opinião de PP é fácil de imaginar qual é!
Nesta história a parte “real” no jardim é apresentada em tons de cinzento e o que as crianças vão dizendo e imaginando é colorido. Esta abordagem resultou bem e tem um bom sentir artístico apesar de algumas limitações no estilo do desenho.

5ª História

The Blessing – escrita por Marc Guggenhein.
Outra história de cinco páginas. Desta feita com a tia May junto à campa do tio Ben a falar do seu novo casamento e das suas dúvidas. a história termina com a citação de Shakespeare “Love comforteth like sunshine after rain”, que claramente inspirou esta pequena história.
Em termos da temática aqui tratada, esta já tinha sido abordada na história principal e não sei se não terá aí sido melhor abordada do que aqui, lá foi certamente mais subtil, aqui acaba por ser um pouco forçado.
Não gostei particularmente do desenho, mas é tudo bastante perceptível.

6ª História

Fight at the museum – escrita por Zed Wells. História em três páginas com desenhos agradáveis de Derec Donovan.
Peter e Norah (ver desccrição da história principal) estão no museu, uns miúdos começam a fazer gozar com o “spider-mobile”. A própria Norah questiona-se como é que o próprio HA pode alguma vez ter achado aquele carro simpático! Mas há uma mãe que não está pelos ajustes com o filho que goza com o HA que um dia salvou o seu pai…
Segundo a dedicatória no final da história, o Spider-Mobile parece mesmo ter existido entre os números 130 e 160 da revista.

7ª História

Violent visions – ainda mais uma história de cinco páginas, desta feita centrada na Madame Web. A arte tem algo de negro e algo estridente, foi-me difícil seguir a história.
Do que percebi a MW consegue ver o futuro daqueles que se relacionam com as teias (as teias do destino), Mas entram em cena uma dupla, mãe e filha, das quais aquela não consegue vislumbrar os seus futuros. Supostamente a história continua nos próximos números.

capitulo seguinte

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Parece-me incrível! Passaram mesmo 25 anos. O que é realmente muito tempo…

Lembro perfeitamente de solitariamente me agarrar ao televisor pela noite fora e de saltar de alegria com o feito de Carlos Lopes.
Lembro-me de correr pela casa a anunciar a proeza. Os meus pais acordados a meio do sono receberam as novas com incredulidade. “É mesmo verdade!”

Eu e o meu amigo P.R. começámos a fazer corridas mais longas e mais a sério… Acho que algures no fundo de nós passámos a acreditar que o Carlos Lopes tinha aberto uma caixa que tornava tudo possível. E é certo que abriu… Mas não basta ter as portas abertas, é preciso acreditar, lutar e querer como CL fez!

Algum tempo mais tarde, não muito, creio que terá sido ainda no mesmo ano, o grande CL passou pela minha terra (aquela em que eu vivia), no restaurante em que decorria o casamento da minha prima paterna mais velha. Alguém o convidou para se juntar à festa, creio que terá sido o próprio noivo, mas a memória falha-me neste detalhe. Ele, na sua habitual simplicidade, aceitou. Eu vi-o entrar, de um salto, dirigi-me para ele e apertei-lhe a mão. Não faço a minima ideia do que lhe terei dito. Espero ter dito algo com sentido e compreensível. É certo que me apertou a mão!

Para mim, com 15 anos, foi como apertar a mão de um heroi grego que tinha atingido o estatuto de Deus do Olimpo.

Passados estes anos todos, a dimensão da façanha ainda se me afigura fantástica, talvez já não lhe atribua a pendor divino. Mas para mim Carlos Lopes continua a ser um herói e as portas continuam abertas…

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